Last Mile

O conceito de last mile, ou da última milha, surgiu durante o processo de privatização das telecoms na década de 1990. Aumentou o número de empresas operadoras de telefonia, que passaram a entender melhor os custos e por fim, ocorreu uma intensificação das ligações internacionais. Então era necessário remunerar as partes envolvidas para que a ligação acontecesse e a última milha pertence a operadora de telefonia cujo destinatário da ligação é assinante. Assim, ao receber uma ligação da Inglaterra, a minha operadora cobra/recebe um pedacinho da tarifa cobrada de quem me ligou, para permitir que a ligação chegue até ao meu telefone e remunere a sua estrutura, como antenas, hubs e etc.

Pois este conceito migrou rapidamente para o varejo, valorizando o canal de vendas. Assim, uma grande empresa como a Coca-Cola depende de redes varejistas de supermercados ou cadeias de fastfood para que o produto seja comprado pelo consumidor final e sua relação com o varejo ajuda na definição da estratégia da indústria.

Pensando dessa forma, hoje a última milha está dentro do seu bolso, no seu celular, nos apps, que juntam quem compra e quem quer vender. Posso cobrar para que seu produto seja oferecido ao assinante do meu serviço? Não é exatamente isso que fazem 99Taxi, iFood, AirBnB? Cobram para que você e sua empresa acessem seus clientes?

Pois é exatamente aqui que o grande desafio se encontra, em tornar o seu app indispensável para o consumidor e necessário para o vendedor. Afinal, o intermediário que não agrega valor é rapidamente expurgado do processo.

Você, está de olho em quem domina a última milha da cadeia de valor do seu negócio? Fique atento!

 

 

Artigo publicado também no LinkedIn.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *